Campo 1 - Bateria das Batarias (séculos XVIII e XIX)

 

A bateria de Batarias 2 situa-se na meia encosta, que se destaca da zona rural circundante, com vista para o rio Alvito, a uma altitude de 280m. Tem vista para a ponte de Alvito e controla a Estrada Real de Castelo Branco para a Sobreira Formosa, com uma vista ampla até ao horizonte em direção à cidade de Castelo Branco. A bateria das Batarias 2 e o forte de Batarias 1
faziam parte de uma estrutura defensiva destinada a impedir o progresso dos exércitos invasores que vinham ao longo da estrada pela Portela da Catraia, e consistia em várias estruturas estrategicamente posicionadas.

Após a conclusão do trabalho realizado em 2016, os dados obtidos revelaram uma estrutura bem construída de acordo com as técnicas de construção comuns para o período, com vestígios de utilização e duas fases de ocupação. A bateria de Batarias 2 está localizada a meio da encosta no ponto onde o gradiente subitamente se torna mais íngreme, a leste do forte. Consiste em paredes de xisto formando um ângulo obtuso que acompanha a curva do nível da colina e aterro em argila na parte externa. No lado interno há uma ampla plataforma escavada na rocha. Na junção dos dois braços, que forma um ângulo, há uma abertura que provavelmente corresponde a uma canhoneira. O seu estado de conservação parece ser médio, embora existam árvores e terra cobrindo as estruturas.


Em 2016 foi aberta uma sondagem transversal com 2m de largura e 1 m de largura tendo sido completamente desmontada para identificar o aparelho e técnicas de construção usadas na estrutura, para avaliar o estado de conservação da mesma e propor futuros trabalhos. Verificou-se que havia duas paredes exteriores no aterro contendo diferentes enchimentos, que formavam uma estrutura para amortecimento de balas disparadas contra a bateria. No entanto, estas duas paredes foram completamente desmontadas na área do levantamento, certamente para a utilização da pedra na atividade agrícola existente nas proximidades, sendo apenas percetíveis as suas fundações. As paredes identificadas e as estruturas desmontadas da bateria já estão reconstruídas na área de levantamento, sendo apenas esta área inclinada a ser reconstruída para proporcionar ao visitante um vislumbre do que seria a estrutura à data da reconstrução em 1801.

Em 2018 foi definida toda a parede interna da bateria e verificou-se que se tratava de uma estrutura fechada nas extremidades, com duas canhoneiras e um provável caminho de acesso ao forte a partir do lado sul. Em 2021, pretende-se dar continuidade a este trabalho, com o objetivo de escavar o aterro interno, identificar a localização do armazém de pólvora e confirmar a rota para o forte.